segunda-feira, 27 de junho de 2011

Daquilo que se vê, que se ouve e que se lê

Este fim-de-semana foi repleto de noticias... Algumas noticias de Verão (quando deixa de haver tanta coisa interessante para noticiar e então a ida à praia, a temperatura de Verão e o peso das banhistas estão em destaque), noticias tristes (o acidente de um tal de Angélico, que eu, mesmo despistada, conheço) e o 1º passeio de bicicleta nu!


Só espero que tudo corra pelo melhor com o dito moço que teve o acidente, não por ser alguém conhecido, mas porque quando uma coisa destas acontece a alguém (novo ou menos novo) é muito triste... Independentemente de quem foi a culpa, do que ele estava a fazer bem ou mal... Não me esqueço de que quando tinha 16/17 anos um amigo meu morreu de acidente de automóvel, 10 dias antes do natal, depois de eu o ter convidado para almoçar em minha casa e ele me ter dito que não podia porque ia buscar a mãe para fazer as compras de Natal. Era o que ele ia fazer quando bateu noutro carro e faleceu logo... No dia a seguir, quando ia comprar flores ouvi uns homens no café a dizer que se assim foi, a culpa deveria ser dele com certeza, porque a juventude "nos dias de hoje" (há cerca de 15 anos) não tem cuidado nenhum. Eu respondi-lhes (embora nunca os tivesse visto e eles tivessem mais de 60 anos e eu 16/17, e não ser nada meu costume responder às pessoas) que não deviam falar do que não sabiam e que deviam pensar antes de abrir a boca, porque um dia as coisas podiam acontecer-lhes a eles. Os ditos senhores pediram desculpa e calaram-se, pelo menos enquanto lá estive ao pé! A verdade é que para mim foi uma lição: nunca julgo ou comento a atitude de quem teve um acidente que lhe tirou ou pode tirar a vida. É um azar, que ninguém merece e todos têm quem os ame e essas pessoas estão a sofrer e devem ser respeitadas.


Em relação ao passeio de bicicleta que as pessoas deviam fazer nuas e que a GNR não autorizou tenho duas coisas a dizer: a mim não me choca e não há nada mais natural do que a nudez! Eu pessoalmente não pratico, mas conheço quem pratique e não me abala de forma alguma... Não acho que a questão do pudor e das crianças seja relevante. Então queremos regredir e viver num mundo em que as crianças não podem ver pessoas nuas? Mas não é suposto a nudez fazer parte da vida (tal como a morte)? Podemos passar o jantar a ouvir falar de mortes, guerras, crianças raptadas para e tornarem bombistas suicidas, desemprego, fome aqui à porta, mas não podemos expor as nossas crianças à nudez! A hipocrisia devia pagar imposto!

Mas tenho outra dúvida: o objectivo do passeio era alertar para uma cidade cheia de carros e consequentemente de poluição e perigo, e incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte, não era? Então qual a importância de ir nu? Se fossem vestidos (como foram) não chama igualmente a atenção e não demonstra igualmente o ponto de vista das pessoas que acreditam naquela causa? Não percebi, mas se calhar fui só eu!

2 comentários:

one hundred trillion dollars disse...

com o calor se forem nus areja

se forem nus e tiverem extras apreciáveis sempre podem arranjar quem não s'importe de ir pró mato de bicicleta

se forem nus não lhes pedem o bilhete de identidade

nem os prendem porque é embaraçoso agarrar um fugitivo ou phugitiva pelas partes que sobrem

se forem nus no regresso podem vir de transportes púbicos que ninguém lhes pede o passe

se forem nus é porque não são friorentos e bronzeiam sem ir à praia

havia mais mas tou cansado de pedalar

Viciante disse...

Obrigada pelo esclarecimento! Não sei como é que não pensei nessas razões tão válidas!